Pitoresca
Uma índia velha e grávida observa a história do Brasil por mais de 400 anos. Ela presencia a formação das identidades brasileiras que foram construídas a partir dos olhares estrangeiros. Relatos de cientistas e artistas europeus, autobiografia de um africano escravizado, livros de viagens de piratas aventureiros que passaram pelo Brasil forjam um caleidoscópio quase psicodélico de olhares no alvorecer da globalização que escancaram as contradições do nosso mundo moderno.
Texto criado a partir dos relatos e diários dos viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil no período do século XV ao XIX, como Pero Vaz de Caminha, Auguste Saint-Hilaire, Langsdorff, John Emmanuel Pohl, Cuthbert Pudsey, Gentil de la Barbinais, Gardo Baquaqua, Anthony Knivet, Gobineau, Louis Agassaiz, Francis Castelnau, Hans Staden, Maria Graham, das iconografias e relatos elaborados por artistas e cientistas das expedições, como Rugendas, Taunay, Florence, Debret, Frans Post, Albert Eckhout e dos “Relatórios de Província” que o Governo de Goiás encaminhava ao Imperador do Brasil no Rio de Janeiro no século XIX.
Trilogia Goyaz
Este espetáculo faz parte da trilogia “Goyaz”, um trabalho de investigação cênica proposta pelo Cia Nu Escuro, que tem como objetivo olhar de forma crítica e poética para a formação do Estado de Goiás. Pitoresca, dirigido por Hélio Fróes, é a terceira peça dessa trilogia, que começou com Plural (2012) e depois Gato Negro (2013). A trilogia GOYAZ também tem como proposta fortalecer e aprofundar as linhas de estudos e técnicas do grupo e sua pesquisa estética.
Galeria
Fotos: Layza Vasconcelos